sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo.

Vendo a vida por cima do muro, em meio a canções de amor, tentando viver em um outro mundo, querendo esquecer tempos vagabundos, desejando só um tom, um dó, um café e um cobertor, desejando bem mais, desejando um amor, querendo ser simples, ser simples não é simples, talvez eu não seja, talvez eu não consiga. Dançando pela sala na madrugada, querendo um céu estrelado, mas só há o barulho da chuva, livros espalhados pela cama, mas to sem paciência, estou em um tanto faz, tentando descrever o que passa na minha mente, no coração, em um suspiro minha alma se distrai, sinto um arrepio, uma angústia, há algo em mim que se retrai, eu lembro que lá fora há bem mais no mundo, mais violência, mais morte, mais corrupção, muitas injustiças, mas não tenho escolha, ainda há esperança em meu coração.
Lembro de alguém ter dito que as estrelas solitárias no céu, são os espelhos, os reflexos de alguém que se perdeu. E digo mais, cada estrela solitária e sem brilho no céu, é cada lágrima rolada em meio ao desespero de um ser já sem fé, é o último olhar de qualquer vítima da vida, de uma criança sendo morta sem saber o por quê, de uma mulher tendo seus direitos violados pela ignorância de alguém, é o último olhar de um Amarildo.
Vítimas da vida, não, vítimas dos seres humanos, não, dos seres não humanos, daqueles que me fazem pensar que eu não sou daqui, não quero ser daqui.
Mas repenso, a cada nascer do sol, a cada vez que sento em baixo da sombra de alguma árvore, vejo os pássaros sobrevoando as flores, lendo um livro de poesias qualquer, repenso meu modo de ver o mundo, repenso porque ainda há esperança, ainda há pelo o que viver, pelo o que lutar, e eu vou lutar, até o último suspiro da minha vida, e quero como Olga poder dizer; lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo.

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