quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ser Metade

Cansei desse papo de metade De ser metade, de amar pela metade Da metade da laranja Do nosso abraço estar dividido pelo oceano Porque como diz Oswaldo Metade de mim é partida E a outra metade é saudade E como diz Oswaldo Eu te amo como ama um sonhador Com a certeza ventilada de poesia Mais que isso, eu te amo como ama um poeta Com a certeza em forma de poesia, e a força de um furacão O fogo de um vulcão Como um poeta Que é capaz de ouvir e falar com estrelas Mas por mais inteira que eu me sinta por te amar Transformo-me em metade Por ter esses sinais estranhos a nos distanciar E é cantarolando essas canções de amor clichê Que ainda renovo minhas esperanças em nós Em nós, me embaraço no teu sorriso, na tua boca, que está a milhares de beijos de distância Em nós, me embaraço nos teus braços que estão a milhares de abraços de distância Em nós, me embaraço na tua voz, que está a milhares de sussurros de distância É meio clichê pedir uma máquina de teletransporte, ou mais amor pra gente Porque você sabe, amor é nobre demais para pedir Amor não se pede Mas eu peço para que essa distância diminua Principalmente a distância entre nossos corações Que esse poema não te faça ter medo de mim Eu já tenho o bastante Te escrevi um poema sem rima Entregando o que era eu Que eu perca o juízo, a rima, o canto Contando, que eu não perca o encanto. (Pamela Campos)

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