Subo aos céus, troco de estado, vezes sou sólida, vezes sou o gás que levemente se transforma nas mais belas nuvens do céu, possuo variadas formas no olhar, e na imaginação de uma criança.
Quando me misturo aos rios, me torno parte da vida do pescador, quando a tempestade vem, percebo que o ser humano, mesmo na sua forma, faz parte de todos esses fenômenos, passam pelas tempestades, pelas correntezas, mas podem ser leves como as nuvens. O que eles não entendem, é que a vida sempre está em constante movimento, tudo é efêmero, temos que nos acostumar com as mudanças, aceitá-las.
Sou a necessidade daqueles que vivem no sertão, sou parte do romantismo do casal de namorados que se beijam em meio a chuva, sou inconstante, sou leve e sou agitada, sou rio, sou água.
(Pamela Campos)
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