terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Por que escrevo?

Dedico minhas palavras a quem? A um amor, uma amizade, a algum leitor anônimo? Escrevo para eu mesma, escrevo para que eu ouse em expressar meus sentimentos e talvez assim confie mais neles, escrevo para desabafar, para me declarar, para questionar coisas, pessoas, idéias... Escrevo porque é o que eu mais gosto de fazer, é onde eu me perco em meu próprio mundo, um mundo onde de amigos eu só precise de uma folha e um lápis, um mundo onde eu possa ter esperança, onde eu possa ter um céu da cor que eu quiser, um lugar só meu, onde meus pensamentos vem e vão... Escrevo o que sinto, o que vivo, e o que quero sentir e viver, e só vou parar de escrever, quando eu parar de sentir.
Antes eu queria alguém em que eu pudesse confiar, contar meus segredos, dizer como foi o meu dia, hoje só quero alguém que em um olhar me entenda, que sinta o que eu sinto, que queira sempre saber mais sobre mim, que olhe para mim e veja bem mais do que eu vejo quando olho meu reflexo no espelho, e quando olho para dentro de mim. Quero acabar com os meus medos e inseguranças, e com a minha racionalidade se preciso for, quero chorar à vontade sem disfarçar dizendo que só tinha fumado maconha e por isso meus olhos estavam vermelhos e inchados, quero me abandonar nos braços de alguém, sem timidez, sem ter dúvidas de que eu estou sendo eu mesma com os outros, mesmo eu não sabendo mais quem eu sou. Propósito? Não sei se meus textos tem algum propósito, talvez o de algum dia, tentando escrever sobre eu mesma, eu descubra quem eu sou.
(Pamela Campos)

 

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