quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ao contrário da música da Legião Urbana, não há ninguém que cure essa minha saudade de tudo o que ainda não vivi. Odeio simpatia demais, mau humor demais, mas amo quando há música demais, poesia demais, livros demais, festas e alegrias demais. Admiro quem consegue me entender, que me apoia, acredita em mim, e nos meus sonhos. Tenho medo do escuro, da solidão, da morte, mas pior que esses medos, eu
tenho medo de mim, das consequências dos meus atos, das minhas escolhas, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, das minhas dúvidas, de errar... Amor pra mim é pular de paraquedas de um avião sem saber se ele vai abrir ou não, sem saber aonde o vento vai te levar. Odeio amores planejados, calculados, organizados e incompletos. Houve um longo tempo em que precisei de colo, de opiniões sobre algo em mim, agora que resolvi seguir minhas opiniões, acreditar mais em mim, tenho que dominar minha auto-crítica e sofrer com ela. Música, dança, amor, dias ensolarados, surpresas e até tristezas eu espero da vida, da morte só espero que seja serena e silenciosa, como a noite, sem sofrimento ou alardes, apenas que tenha música, para que eu vá tranquila para onde quer que eu vá. Mas enquanto ela não chega, quero caminhar na praia, cantar, dançar, conhecer pessoas, rodar o mundo conhecendo culturas diferentes, vivendo aventuras e desvendando mistérios, quero fazer uma descoberta que mude a história, quero lutar por algo que realmente valha a pena e quero ver a paz no coração de quem um dia só me trouxe tristezas.
(Pamela Campos)

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