Ele diz agora, eu digo agora não, depois talvez. Ele diz que o depois e o agora não existem, que o agora já é depois, e o depois é o agora. Eu não sei por em prática moço, esse meu amor, essa utopia me deixa atordoada. Não sei amar inteiramente, não sei viver com teu vazio.
Você disse que escreverá meu nome nas estrelas, e quando o tempo fechar, sentará, esperará o sol voltar, e pedirá permissão para gravar meu nome ali também, e mais fantástico que isso, é que você escreveu meu nome em teu coração, e eu escrevi o seu no meu.
Você me disse uma vez que não é bom pra mim, e que me faria mal, que culpa tenho eu de mar até teu jeito mais banal? Você é terremoto e eu sou terra, nosso caso não é normal, nossa história não é de total real, mas de todas que vivi, mesmo essa não tendo inteiramente vivido, foi a mais bela e intensa.
Você me disse também, que somos opostos, que eu era lua, rainha, de porcelana, e você, rato de rua, mas eu sou apenas uma simples flor, que não desabrochou, que não perfumou nenhum lugar, que não se abriu, mas que você notou, em meio a um enorme jardim, cuidou e cativou, amou, como ninguém nunca fez. Mas uma flor não se colhe assim moço, não posso viver contigo, mas posso perfumar seus dias, te fazer um cafuné, uma poesia, e fazer do nosso amor as maravilhas de cada dia. Não posso ser sua namorada, só posso ser seu bem, sua inspiração.
Nossos caminhos se cruzaram, e te dei emoção, realismo pro seu texto sobre o amor, e traí seus planos.
Me desculpe.
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